07 março 2012

Juízes e Cruzes


Ou a pré-decisão da legalização do assassinato de não nascidos.

   O Conselho de Magistratura no Rio Grande do Sul determinou a retirada de cruxifixos de todos os prédios da justiça riograndense do sul. Consta ter sido demanda da uma tal Liga Brasileira de Lésbicas e outras entidades. Acho que a decisão do Conselho dá conta de sua "coerência" com o princípio do equilíbrio dos direitos dos cidadãos. Conforme a explicação do desembargador Cláudio Baldino Maciel, relator da matéria, "o julgamento feito em uma sala de tribunal sob um expressivo símbolo de uma igreja e de sua doutrina não parece a melhor forma de mostrar o Estado-Juiz com iguais distâncias dos valores em conflito."
   Confio na coerência desse Conselho. Afinal, se não acreditasse em nosso estado de direito, não estaria aqui manifestando minha opinião sobre o assunto.
Acontece que é necessário aprofundar um pouco mais esse substantivo. Pois não posso ser coerente com meus direitos de cidadão se não o faço com meus deveres.
Explico:
Coerência tem a ver com nexo, com conexão, com aderência entre todas as partes de um corpo ou de uma idéia, como é nesse caso. Logo, para que se perpetue a coerência desta "importante" decisão do Conselho é necessário que não se aceite os feriados de Natal, por ser estritamente cristão, ou da Páscoa porque exclui muitas outras crenças e assim sucessivamente.
Vou repetir. Excluir o Natal dos feriados do Judiciário. Portanto, todos do Judiciário devem trabalhar normalmente nessa data, desde que dia normal da semana. O Judiciário, especialmente os desembargadores, devem trabalhar normalmente nos feriados de Páscoa cristã e judaica.
Somente para  serem coerentes com a decisão que favorece uma (eu disse UMA) visão de um grupo de pessoas.
Mas agora o mais grave: sabe o que já está por trás do pedido da eminente Liga?
Pois é. Pode até parecer teoria da conspiração (link para leitura) mas ouso manifestar, está a campanha para legalização do aborto, tema de eterno confronto com a defesa da vida promovida especialmente pelos cristãos, por serem maioria social.
Entretanto o assunto é a decisão do Conselho.
Será que vamos ver a real coerência com valores universais e laicos nesse grupo de cidadãos?
Pessoalmente duvido que isso aconteça. Haja vista a questão de salários que já é notícia velha...
Quem viver verá...qual tua opinião?

22 dezembro 2011


Bebidas e crianças (ou vice-versa)

Reza o senso comum, amparado por estudos de "especialistas", (e a palavra é colocada aqui de forma intencional visando abarcar qualquer um (a) que se diga "conhecedor do assunto") que mais que a palavra, são os exemplos dos pais (adultos) que efetivamente educam as crianças.
Concordo com a afirmação e me permito aprofundar um pouco mais.
Na mesma linha da escolha do time que se torcerá ou da religião que se vai professar estão os hábitos mais diversos com os quais vamos formatando as escolhas de nossos filhos. Não é diferente disso o cuidado com  a ingestão de drogas. Ou de álcool etílico.
Pois bem. Em que pese o massacre midiático de vinculação de bebidas alcoólicas à beleza feminina, à juventude e à alegria, até com a participação de treinador de seleção nacional ou de sambista cada vez mais gordo, sabemos que são nossos exemplos que vão garantir uma postura mais ou menos crítica frente a esse assunto. Mas parece que comumente esquecemos disso.
Nossos hábitos diários de uma "inocente bebidinha" são defendidos por campanhas massivas de permissividade.
Nosso discurso frente às crianças resulta hipócrita. Pois nos permitimos, com diferentes justificativas, continuarmos com nossos hábitos incorporando-os nas culturas.
E reforçamos o alicerce para os futuros clientes das multinacionais do álcool na medida em que, de forma acrítica, oferecemos simulacros de bebidas para "brindar" em festas da família.
Ah. Mas é só eventualmente! Diria o bem intencionado. Pois sim.
Só nas festas.             
Diversas festas ao longo do ano.
Durante anos.
Quer insistência maior e mais profunda? Vinculando o ato de encher a taça, brindar, em mãos infantis...rapidamente serão adolescentes...estarão dirigindo um veículo...
E já são 35.000 os mortos no trânsito ao ano.
Até quando permitiremos o "aconselhamento ao consumo de álcool" atualmente em prática nos meios de comunicação?
Defendo a total proibição de propaganda de bebidas alcoólicas, bem como a veiculação de práticas de sua ingestão da mesma forma que só depois de milhões de mortos pelo uso do fumo, proibiu-se sua propaganda e seu uso em ambiente fechado.
Mas sei que isso só será feito por quem tiver "bala na agulha". "Aquilo" roxo. Ou firmeza de propósitos tal que enfrente o enorme poderio dos donos desse mercado.
Mas, se já fizemos com o fumo, podemos fazer com a bebida alcoólica. 

15 dezembro 2011

Avenida Castelo Branco


Avenida Castelo Branco

Vereadores de Porto Alegre rejeitam mudança de nome de avenida. A proposta partira dos edis que, supostamente defendendo os "direitos humanos" das pessoas perseguidas durante o governo militar, pretendiam trocar o nome da Avenida Castelo Branco para "Avenida da Legalidade".
A alegação da rejeição, segundo um dos parlamentares, foi de que assim como existe Av Getúlio Vargas ou Júlio de Castilhos, tanto um como o outro são considerados heróis ou ditadores, dependendo do ponto de vista da pessoa. E que história não se muda.
Difícil aceitar esses argumentos sem correr o risco de reducionismo.
Historicamente nomes de logradouros são utilizados para homenagear pessoas, eventos, etc. Nessa esteira, relendo a história do RS, deparamo-nos com práticas de nossos "heróis" que não são nada recomendáveis.
A história do Rio Grande do Sul, que se confunde com o conflito farroupilha, até então foi ideologizada e contada por grupos não comprometidos com a verdade documental.
Será que alguém já propôs trocar os nomes das avenidas Bento Gonçalves ou Davi Canabarro? Ou quem sabe a Rua Gen Portinho?
Por outro lado, se realmente"história não se muda" digo que concordo, entretanto pode ser contada de forma diferente, inclusive transformando assassinos em heróis e escravocratas em libertadores.
Os vereadores de minha cidade passam uma régua em cima do assunto.
Por ora ficamos assim...

09 agosto 2011

Niver motorista

Aniversário de um motorista

Fiquei pensando...será pelo "peso" dos anos?
Ou porque tenho dois filhos pequenos e tantas coisas são ainda feitas por e com eles?
Ou será que ainda tenho um coração que ainda acredita na amizade, na consideração, na excelência da vida social, na beleza que se encontra num sorriso nascido do fundo do coração?
Creio que por tudo isso, também e aliás.
Porque sinto ser eminentemente verdadeira a possibilidade deste mundo de hoje e aqui ser um excepcional lugar para ser feliz.
Porque somos nós que o fazemos a cada segundo e com cada decisão de nossos afet5os e amores.
Como o exemplo dos carinhos, sorrisos e abraços do filme.Vejam:
http://www.youtube.com/watch_popup?v=xgOyTNtsWyY 

28 julho 2011

Secretaria dos animais


Tenho lido muitas manifestações afirmativas sobre a recente criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais, ou do nome que tenha. Mas tenho algo a considerar e que me parece urgente.
Para início de conversa e por coerência, declaro que sou vegetariano, portanto, além de "defender" os direitos dos animais, especialmente preservando-os do sofrimento, maus tratos, garantindo descanso do trabalho, etc. , eu também não os como. Nenhum animal, nem terrestre, nem aquático ou aéreo.
Ora, qual a prioridade que temos no Paço Municipal?
Temos uma "secretaria", analogamente a essa, que garanta os direitos dos idosos? Ou das crianças?
Qual o orçamento vinculado a ela?
Eu acredito que a estrutura montada para justificar sua existência serve muito mais para atender interesses corporativos do que o fim para a qual foi criada. Ou seja, garantirá alguns CCs para "presentear os amigos próximos". 
Suas ações e estratégias poderiam muito bem estar dentro da SMAM. Ou "meio ambiente" só tem a ver com vegetais?
Deveríamos otimizar a fiscalização da SMAM. Qualificar seus quadros para ações mais eficazes e efetivas.
Creio ser totalmente inoportuno o desvio de recursos que poderiam ser aplicados na saúde das pessoas ser usado para pagar uma estrutura hipócrita.
Por que hipócrita? Porque fala no direito dos animais mas silencia sobre seu consumo em orgias carnívoras no Parque da Harmonia. É de uma total falta de respeito aos próprios animais a criação dessa secretaria. Estão, de novo, sendo usados para justificar ações humanas.
O prefeito pode dizer o que quiser. Afinal, tem que justificar sua iniciativa.
Mas para mim, não. Aqui, óóó!!

Rápidas:

Secretaria da Juventude – 27 pessoas + o secretário. Quantos são Cargo em  Comissão (CC)?
Secretaria do Meio Ambiente – 11 pessoas + o secretário. Dá pára fazer uma comparação da importância das duas? Não é óbvio o que estou falando?
Secretaria do Idoso – não existe. Serão menos importantes que a juventude? E onde estão as políticas públicas referentes a eles?
Secretaria da Criança- não existe. Serão menos importantes que as outras pessoas? Onde estão as políticas públicas referentes a elas?
(informações colhidas no portal da PMPA, em 28 Jul 2011)

"Secretaria dos bichos" - 14 cargos que serão preenchidos por meio de concurso e  OITO! cargos em comissão (CCs) terão um impacto financeiro anual de R$ 960,1 mil. Por mês, a prefeitura deve desembolsar R$ 76,5 mil com a nova secretaria, um gasto médio de R$ 3,4 mil por funcionário (isso é um absurdo!!! Numa rápida comparação com o salário de um professor).
No portal da Prefeitura não existe nenhum informação...

Convenção Americana sobre Direitos Humanos - de 22 de Novembro de 1969.
(DOU DE 09.11.92)
Promulga a  Convenção Americana  sobre Direitos  Humanos (Pacto  de São José da Costa Rica), de 22 de Novembro de 1969.
Texto da Convenção
Parte I
Deveres dos Estados e Direitos Protegidos  
Art. 4º
1. Toda pessoa tem o direito de  que se respeite sua vida. Esse direito deve ser  protegido pela  lei e,  em geral,  desde o  momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.


Pelo princípio legal, aceitar o aborto já seria crime. Isso, sem falar na questão muito anterior que é a do direito de nascer.
Talvez queiram tergiversar a respeito da eutanásia. Da eliminação de fetos com "defeitos irreversíveis". Depois, para os velhos com mais de, digamos, 90, 80 anos, ou menos? Porque haveria necessidade de "purificação" da espécie humana.
Prática muito utilizada na sociedade hitlerista. Ora, convenhamos!! Por conta da ignorância e da maldade travestidas de "resgate da cidadania" ou como diz a antropóloga (não é o estudo que ilumina as pessoas) Debora Diniz da UnB, "Eu acho que as pessoas têm de decidir sua própria vida, inclusive na questão do aborto. Não é o padre que tem que decidir.", advogam o assassinato de indefesos seres humanos.  Hipócritas! Túmulos caiados! Que pensassem que suas mães tivessem essas mesmas idéias em sua gestação?! Oh! Não! Defendem o direito da mulher em relação ao seu corpo. Mas não consideram o direito de quem não pode se expressar. Pequenos seres absurdamente indefesos contra seres profundamente covardes que se escondem atrás de argumentos jurídicos numa luta insana. É criminoso quem atenta contra a vida. Muito mais de uma vida que não pode se defender. Não seria crime hediondo??

Dizer que a Lei não corresponde à realidade de hoje poderia ser entendida que deveríamos liberar o assassinato no trânsito, o tráfico de drogas e o uso indiscriminado de propinas entre outras coisas. Afirmações por demais abrangentes fogem da questão principal que é o direito à vida.
Do seu lado o Estado constituído, em outras palavras, nós, basicamente masculinos no ser e fazer, damos as costas para milhares de mulheres que, sem rumo, ética, pudor ou orientação, recorrem a esta violenta, covarde e absurda prática na tentativa de atender interesses diversos.

14 julho 2011

Virtuais safadezas.


A característica de uma coisa virtual é de ser suscetível de se realizar ou de se exercer - possível, potencial, portanto, algo que, mesmo sem ainda ter acontecido, tem enorme possibilidade de se realizar.
Posso, entretanto, considerar que uma vez não ter sido feito algo, aquilo ainda não existe, certo?
Então, no caso dos ditos "crimes virtuais", seria um contrassenso nomeá-los assim, já que pela primeira assertiva, ainda não teriam acontecido, o que não é o caso de muitos fatos das páginas policiais hoje em dia. Danos são causados, agressões, lesões de toda ordem.
Mas vamos em frente.
Para me prevenir de "virtuais" (aqui no real sentido de possíveis) contestações informáticas, que poderão ser traduzidas em ações judiciais, que nada tem de virtuais, já que tenho vergonha na cara, faço esses necessários recortes. Também porque não disponho do escudo da imunidade parlamentar nem posso me esconder por trás da liberdade de imprensa, porque não sou jornalista.
Bom.
Considerando as recentes declarações do Ricapo, digo, Ricardo Teixeira, ainda presidente da CBF, (para quem não lembra, ele afirmou que poderia fazer a maldade que quisesse em 2014) quero dizer que olhando para aquele momento no futuro, note-se bem, olhando para aquele momento no futuro, que ainda não aconteceu portanto, em sua íntima particularidade, é uma afirmação real de um virtual ação, posso dizer o seguinte, como expressão virtual de uma real ação, de projeção para aquilo que ainda não aconteceu, que essa pessoa seria um enorme bagaceiro, ladrão da verdade da cidadania, um mafioso manipulador, um lesa-pátria da paixão nacional, merecedor do cerceamento da liberdade a pão e água.
Mas, como ainda não aconteceu, eu também não disse, ainda.
E, concordando com o Juremir Machado da Silva em sua coluna de 14 de julho no Correio do Povo, a culpa dele estar onde está é dos presidentes dos clubes de futebol. São eles (e ela) que o sustentam. Temos exemplos aqui em Porto Alegre dessa mistura anti-ética e lesiva: política e futebol, futebol e política.
É o esquema de benesses e vantagens montado por esse cidadão, inclusive com tentáculos na vida político partidária do país, que o garante por todo esse tempo em que ele tem se locupletado naquela instituição.
Provavelmente tem os olhos cravados na FIFA, outro antro de safadezas. Basta ver as exigências a que são submetidos os países onde  "autoriza" campeonatos internacionais.
Eu já tinha manifestado opinião a esse respeito (ler mais) mas volto aqui porque não consegui acalmar a indignação.

09 julho 2011

MALDADES  E A COPA DE 2014

"Posso fazer a maldade que quiser na Copa de 2014..." (Ricardo Teixeira)

Ôpa! Não é que a raposa velha mostra os dentes?
E vai ficar aasim? Se existir um pouco de vergonha na cara dos responsáveis a coisa vai feder!
Vou dar uma semana para a repercussão disso. Depois vou ter que espalhar notas para a caça ao Ricardão.
Será que continuo vivo?
Essa declaração do presidente da CBF é própria de quem se sente imune. "Protegido" da Lei.
Penso que somados aos problemas estruturais que ameaçam a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, esse mostra a índole desse cidadão frente ao cargo que ainda ocupa.
Fora Teixeira. Já!
Não tem mais o respeito que ainda julgava ter. Mostra-se um delinquente comum, cercado de mordomias nababescas.
É só buscar nos órgãos de imprensa e ver que manipulou horários de jogos do Brasil para pressionar a Globo a não publicar reportagens sobre seus desmandos. Lembram? Pois é, nunca mais a Globo voltou ao assunto.... 
Mas sabe quem o colocou lá? Os clubes de futebol.
Esse cara é um manipuilador. E passa por representante do país.
Êta nojeira!
Por favor presidenta!!
Devolva a Copa para a Fifa e aplica os recuros na saúde, hospitais,escolas técnicas e segurança, antes que sejam amealhados pela mesma corja de sempre.
Não quero mais a Copa aqui!!

04 julho 2011


União homoafetiva (casamento gay) e o fim da família.

Nossa Constituição traz escrita 18 vezes a palavra "família". E é clara quanto a sua constituição, além de não existir Emenda Constitucional, nem Lei Complementar nem tramita uma Proposta de Emenda à Constituição PEC que dê outra constituição:
Art. 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. (os grifos são meus)
São muito interessantes os textos que tem sido publicados sobre o assunto, especialmente pelo ponto de vista de "cima do muro" com relação a iniciativa do STF no que diz respeito a "permissão" dada pela Constituição para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não faço deste espaço instrumento para polemizar, antes, expressar, como cidadão comum que acredito piamente ter sido espírito dos legisladores da Carta Magna, até porque acompanhei avidamente as discussões na época, definir como "entidade familiar" o homem e a mulher.
Está lá. No singular.
Define os gêneros da entidade familiar.
Não deixa dúvidas. As que houveram foram movidas pela intransigência e pelo "jeitinho" para acomodar um discurso "politicamente correto" para esse tempo de hoje, mas desprovido de referencial da natureza, ético e moral. 
Muitas pessoas estão se manifestando sobre isso. Vale a pena ler estes textos. (veja o que diz um juiz, um pastor e um advogado) Para ter uma idéia.
O povo brasileiro foi consultado para mudar ou dar outra interpretação à Constituição? Ou a seus representantes, o Legislativo, em suas duas casas?
Não. Claro que não. Pois se fosse, tenho certeza que daria a resposta que vai implícita nestas linhas. Não há iniciativa do Legislativo nesta questão. E isso inaugura, além do que os textos revelam, outro perigo: que os "indicados" (STF) pela Presidência acostumem-se a essa prática e, assim, dêem respaldo jurídico a mandos e desmandos, como se está acompanhando em vizinho país. Ainda que saibamos que as relações humanas são dinâmicas, existem certos aspectos que devem ser preservados para que tenhamos o mínimo de estabilidade nas instituições. Por fim, é no confronto de idéias que se desenvolve a busca pelo conhecimento e cidadania participativa. Pena que esse assunto não foi contemplado com isso. Aquele tribunal tenta construir um atalho. Para satisfazer setores de forte expressão social na atualidade, alavancados por um establishment midiático (ver em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Establishment) oportunista e reducionista. É isso aí, ou quase.

28 junho 2011

Amizades

Amizades (ou, por que as pessoas vivem?)

Já de algum tempo reflexões nessa direção tem se "aprumado" em meu horizonte. Mas sem a plástica maravilhosa dessa produção, quando a olhamos com os olhos do coração.
Amor é fonte e destino de tudo. Porquanto Deus é amor.
Amizade é um dos nomes que o Amor recebeu da humanidade.
Talvez os animais o reconheçam de forma distinta.
Ou seres de outros confins galácticos percebam e nomeiem de outro jeito.
Mas ainda será a mesma força. A mesma energia.
Tocante. Revela a fidelidade ao amor-amizade. O respeito ao amor-vida, trazendo a quem assiste a oportunidade de sentir a brisa de liberdade que nasce e se alimenta do amor implícito nas imagens.

Linck para o vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=osPDXiNdkME&feature=player_detailpage


10 junho 2011

Sacolas e supermercados


Sacolas e supermercados

Certo tempo atrás postei uma opinião sobre o uso (ou o desuso) de sacolas plásticas para embalar as compras de mercados. (ver em http://zeforni.blogspot.com/search?q=sacolas+pl%C3%A1sticas)
Agora, o Sinplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico no RS) manifesta-se exatamente na mesma direção ou seja, considera uma hipocrisia mercadológica com o viés de pseudo-preservacionista, (ver em http://www.sinplast.org.br/mostra_noticia.aspx?id=2244)  a desinformação promovida por setores do mercado supermercadista com a anuência de alguns seguidores pouco informados ou obtusos a uma discussão mais profunda e ampla sobre o assunto.
Retomo, então a temática.
Vamos ser práticos no desenvolvimento da idéia:
Compras no mercado não usarão sacolas plásticas. Algum material irá substitui as sacolas. Papelão? Sacolas retornáveis? Quantas terei que levar para trazer minhas compras? Oito? Dez?
Ou como já é de prática em alguns lugares, paga-se pelas sacolinhas.
Ora! Não é que é essa a questão?! É o custo das mesmas que importa. Não a natureza. Não o descarte responsável! Por isso falo em hipocrisia mercadológica.
Durante anos estabeleceu-se o hábito de acondicionamento do lixo doméstico em sacolas plásticas por diversas razões. Mas as que mais chamam a atenção são as que dão organização e limpeza ao descarte doméstico e promovem a segurança dos catadores, sejam do serviço público ou particulares.
Portanto mesmo que não as traga do mercado continuarei usando sacolas plásticas para o lixo.
Compradas.
O que eu propunha anteriormente era que me dessem uma alternativa para o descarte sem as sacolas plásticas.
Os que promovem o desuso de sacolas plásticas não discutem  seu uso consciente e descarte responsável. Não os interessa. Lucro é o que lhes interessa.
Meu horizonte é o uso responsável e o descarte adequado. Isso requer conhecimento, boa vontade e persistência para estabelecer o hábito.
Muita gente está preocupada com o futuro do planeta e promove ações maravilhosas nesse sentido. Basta cada um ter um pouquinho de cuidado que podemos fazer a diferença, não é mesmo?
Minha contribuição principal é com o descarte do lixo orgânico. Para que não acabe nos lixões nas periferias de nossas cidades. Quer dar uma olhadinha?

Mordomias

Pequena nota em jornal de Porto Alegre dá conta de uma piada recorrente nos alojamentos: o "uso", nas Forças Armadas, de soldados como serviçais. Confere a notícia em:
Cerca de alguns anos atrás ouve uma denúncia na imprensa de que supostamente um militar estaria tendo que "lavar as calcinhas da esposa" de seu comandante. Nada foi feito na época. Nem pela Justiça Militar. Foi tratado como piada. E morreu no esquecimento, como é comum.
Mas não é piada não o que se vê nesse particular.
Está introjetado em muitas pessoas que o serviço prestado pelo subordinado é algo natural, um direito consuetudinário. Que certas funções (outros crêem a si mesmos) possuem direitos a serviçais, pagos as expensas do erário.
Salvo os casos de segurança pessoal, com a devida formação nessa área, qualquer outra possibilidade é herança escravocrata.
Soldado fazendo faxina em residência, lustrando fivela de cinto de comandante, dando brilho em coturno de seu chefe, entre outros,  foram exemplos que me deparei e que sempre me fizeram torcer o nariz.
Hoje a Justiça Militar, mesmo que em caráter liminar, faz essa correção no curso das relações militares. Sinais dos tempos?
Veremos.

15 outubro 2010

Porto Alegre e a Copa

    Sediar um evento como a Copa do Mundo deve ser motivo de orgulho e esperança de projeção internacional, especialmente para as cidades-sedes.
     A FIFA, por diversas razões e, dentre elas a segurança e efetividade da realização dos jogos, impõe obrigações aos países e cidades candidatos: infraestrutura viária, segurança, estrutura especial dos estádios, etc, o que não poderia ser diferente já que milhares de pessoas de diferentes países e culturas vão estar circulando por aqueles espaços.
    Sou cidadão de Porto Alegre, RS e não quero minha cidade e seus costumes, traduzidos em dispositivos legais, modificados somente e exclusivamente durante esse evento.
    A mim não interessa se a FIFA tem que cumprir contrato com o patrocínio de uma marca de bebida alcoólica. Aqui em Porto Alegre é proibida a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol. E por bons e óbvios motivos.
    Flexibilizar isso, além de atestar a subserviência do legislativo gaúcho aos interesses econômicos de uma empresa, abre precedente perigoso. E disso estamos fartos.
    Por outro lado, como o estádio do Beira-Rio do Internacional, atualmente o único em condições de acolher jogos, deve passar por remodelação, existe pressão para que o clube assuma compromissos absurdos com empreiteira, para "garantir" que vá fazer as adequações necessárias.  Esse é um papel que a FIFA não deveria ter. Dá sinais de instituição não democrática e cerceadora. Será que para jogos nas países islâmicos vai querer proibir o hejab? Como exemplo atual, o caso das vuvuzelas.
    Como disse, que esse evento traga e faça minha cidade agregar qualidade de vida para o presente e futuro. Que toda e qualquer estrutura seja eficaz por um longo período e para todas as pessoas, gostem ou não de futebol afinal, a cidade continua e nossa vida deve ser melhorada.
    Não podemos assumir dívidas eticamente impagáveis em nome de uma "maquiagem midiática" que acaba logo após a entrega da taça ao campeão. 
    Maturidade é dizer não as propostas indecorosas dos "vendilhões do templo". 
    E se for o caso, agradecer e mandar a FIFA pastar.

07 outubro 2010

O Palhaço pode ser empossado

Numa análise rápida posso dizer que Tiririca é um profissional como qualquer outro. Como o finado e não saudoso Clodovil. Ou como o Maluf, por exemplo, que foi reeleito tantas vezes pelo mesmo povo que agora votou em Tiririca.
Entretanto, a grande diferença inicial está baseada no poder econômico dos dois. Acredito que por somente ser "Tiririca" não desabona o possível deputado mas a forma pela qual sua candidatura foi aceita, esta sim, bordada de dúvidas. Por outro lado para piorar sua aceitação, seus votos poderiam estar arrastando ex delegado Protógenes Queiróz do PC do B, estudado e que bateu de frente com outros poderosos na operação Satiagraha, além de Vandelei Siraque do PT. 
Preconceitos a parte, qual mesmo a capacidade de entendimento da vida nacional desse humorista?
Certamente seus eleitores nem se deram o trabalho de pensar isso.
E não me venham com essa história de voto de protesto que não cola. Não está contente, vá saber mais sobre os (as )candidatas e, se mesmo assim não adiantar, vota em branco.
Agora, dizer que foi exercício de democracia, convenhamos, estamos no caminho mas muito ainda a caminhar com exemplos que nem esse.
O que mesmo estará em jogo? 
E me permito contruir uma frase: Os ingênuos constroem os safados.

05 outubro 2010

 Sobre fábulas e realidades

Era uma vez um país que ainda era muito novinho. Quase não tinha casas.
Então, o rei, que não morava naquelas terras, mandou uma porção de amiguinhos seus para lá, prometendo enormes extensões de terra para eles. Chamaram essas imensidões de " Capitanias Hereditárias". Ou seja, nunca estiveram lá e já ganhavam como herança para seus descendentes.
Acontece que por lá já viviam milhares de pessoas, que eles chamavam de índios. E como hoje se sabe, essas pessoas viviam livres e se serviam da terra, dos rios, das matas e dos animais, em equilíbrio.
Os homens (as mulheres não opinavam) que diziam ser suas as terras perseguiram os índios, prendiam-nos, escravizavam-nos e, quando tentavam fugir, como lhes era natural, matavam-nos.
Demarcaram a terra, e emitiram documentos dizendo que as terras eram suas.
Como não conseguiam escravizar os índios, tiveram a absurda idéia de buscar pessoas noutro continente. Começava a escravidão naquele país. Foram mais de 4 milhões de pessoas trazidas em porões de navios, acorrentadas, separadas de suas famílias, machucadas, muitas morriam durante a viagem.
Mas aqueles homens que se diziam donos das terras queriam ter produção agrícola cada vez maior, portanto precisavam cada vez mais de pessoas. Com isso a escravidão naquele país durou 388 anos!
Depois, quando o número de pessoas nascidas naquele país já era significativo, decidiram libertar os escravos. Livravam-se assim da responsabilidade de alimentá-los, tratá-los, abrigá-los. Os mesmos escravos que trabalhavam sem salário agora tinham que trabalhar por salários absurdamente baixos e sem receber nada mais dos antigos senhores.
Foram deixados pelas periferias das cidades que se formavam naquele país. Ou mantinham-se vinculados aos antigos senhores por total falta de alternativas. Pobres. Analfabetos. Desvalidos.
Os filhos dos filhos dos filhos dos senhores das Capitanias Hereditárias mantinham suas terras, os meios de produção, as fábricas e o acesso a educação como propriedades suas. Assim garantiam sua posição social e seus ganhos com o trabalho, quase escravo de milhares de pessoas.
Para tentar convencer as pessoas de que suas propriedades eram legados de seu Deus, que por elas tinham direito histórico, contavam uma história de uma galinha que teria "achado" alguns grãos de milho e os queria plantar.
Mas aí, um certo homem, trabalhador de uma fábrica, mesmo sem ter podido estudar, levantou sua voz e conclamou multidões para fazer um outro país.
Foi eleito presidente daquele país e começou a redistribuir o que tinha sido amealhado durante séculos das pessoas mais pobres. Pediu perdão aos povos do outro continente pela escravidão imposta pelos antepassados das mesmas pessoas que o mantiveram na fábrica cuja máquina arrancou um dedo seu.
E decidiu ajudar a garantir aos descendentes dos primeiros moradores daquele país, os índios, parte das terras que, de direito secular, eram suas.
Garantiu que aquelas pessoas que se mantiveram ricas com o trabalho dos outros também participassem da riqueza do país que por aquela época estava se tornando um dos mais ricos da terra por ter descoberto uma imensa jazida de petróleo e pelo campo produzir cada vez mais.
Não se sabe como a historia terminou pois ela ainda está sendo escrita.
Dizem que cada uma das pessoas daquele país contribui com o que faz e com o que deixa que façam por si na construção da dessa história.
Por enquanto, o povo tem demonstrado que quer ser o artífice de seu futuro, fazendo daquele país um orgulho de resgate da dignidade e de participação de todos os seus povos irmãos.
E luta contra as mesma forças que apostam na volta da dependência, do obscurantismo e da centralização.

30 setembro 2010

Sabe...
Lembrei de um tempo, não muito distante na memória, nem na cronologia dos segundos, que me fazia aproximado as tuas instâncias profissionais mediante a digitação das tuas produções textuais...
Muito aprendi com aquilo, ou com isso, uma vez que afirmo que não está tão distante assim do tempo presente.
Esse pequeno exercício de hoje me permitiu atualizar certos procedimentos que me faziam estar (também) em minha tua/memória periférica.
O que pode parecer corriqueiro, banal  e efêmero pode, no seu tempo, no seu espaço e  na sua maneira, se transformar em ícone de anamnese prazerosa.
É como se eu tivesse teus pensamentos em minhas mãos. E, delicadamente, transformasse-os em palavras vivas que vão alimentar outros pensamentos.
Mulheres e homens que convivem contigo. Que bebem de tua disposição ao saber. Que interagem com a tua vida, agregando amores jamais pensados.
E me fazem partilhar dessa gratuidade que é dar sem saber a quem.
Acolher sem perguntar até quando.
E ser, a um só tempo, amada, esposa, mãe e, sobretudo...

Amante de nossos amores.
Companheira escolhida e amadurecida no fogo do eterno encontro de nossas existências.
És música que embala o ritmo natural de nossas vidas. Por vezes adagio, em outras vivace.
Isso escrevo porque achei pouco "só" dizer que te amo.

14 setembro 2010

SEMANA FARROUPILHA

Setembro chega dando os últimos acenos ao inverno que nos manteve gelados e molhados este ano. Menos mal que não nos enfiaram goela abaixo outra endemia, pandemia ou outra emia qualquer.
Trazendo suas cores e sons característicos, ansiosos esperamos pela primavera.
Aqui em Porto Alegre é tempo de comemorações. De reavivar tradições e montar o "Acampamento Farroupilha".
Na verdade comemorar uma guerra que perdemos.
A composição da imagem poderia ser diferente. Se não fossem as demonstrações de desorganização e violência.
Ainda não acabou o evento e já temos uma pessoa morta e outra ferida por faca.
E isso tem se repetido todos ano. Sem contar as brigas e escaramuças que não entram nas estatísticas.
Há uma associação explosiva por detrás. São trinta dias de muita bravata, bebida alcoólica demais, comida demais, pouco sono e barro para todo lado. Sem falar na quantidade de fumaça emitida por cada "piquete".
Respeito as pessoas que escolhem essa forma de expressão cultural. Mas convenhamos, não é possível aceitar que se escondam esses dados.
Nem tentar justificar com outros eventos. O que se tem que fazer é disciplinar (aplicar a Lei) para o porte de arma branca e o consumo de bebidas além da responsabilização civil e criminal para os envolvidos bem como para as instituições que lá estão. Afinal, estão na minha cidade, usando um espaço público. Não é correto que se escondam atrás da pilcha para promoverem arruaças e afrontas as pessoas de bem.

13 setembro 2010

Amigos virtuais

Por vezes, nem sei quantas, mas diversas, repasso um a um os nomes de meus contatos de e-mail.
Acontece que podemos ficar  tão dependentes de uma "lista" ou "grupo" de endereços que é possível nem nos lembrarmos mais de quem são aqueles codinomes, montagens, etc de pessoas que, em algum momento, estabeleceram contato eletrônico conosco.
Não. Não quero com isso dizer que receber e enviar mensagens assim  pode ser um mal.
Longe disso.
O que pode nos tornar superficiais é não mais saber quem é a pessoa. E lidar com apenas um nome.
Na verdade, um codinome.
Mas seria impossível ou muito demorado enviar algo que cremos ser relevante para todos, individualmente.
A internet, com suas facilidades e cuidados necessários acabou me tirando o hábito de escrever cartas.
Mas aí, descobri os blogs. É como se estivesse escrevendo para meus amigos. Com a diferença de que eles podem não abrir a "carta".
Depois, reduziram o tamanho do que era possível escrever com o Twitter. Não gostei. Parecia que eu estava escrevendo para as paredes com somente 140 caracteres.
Desisti. Facebook, Flik, MySpace, e tantas outras denominações passaram como vento por mim. Não tenho tempo nem paciência para manter tanta coisa funcionando.
Mas gosto de escrever. Talvez pudesse fazer isso melhor.
Mas é meu jeito. E, como não tenho que viver disso, faço minha contribuição pontuando alguns assuntos.
É minha pretensão ocupar um espaço de instigamento de idéias. De uma forma simples, como minha capacidade permite.

11 setembro 2010

ENSINO A DISTÂNCIA.

Curso superior a distância, duzentos reais por mês, turmas com quatro, cinco mil ou até mais alunos. É só olhar no centro de Porto Alegre. Isso é educação superior de qualidade? 
Como os alunos são atendidos se, por vezes, existe apenas um tutor e esse é um outro aluno da mesma instituição? Essa é uma forma de fazer dinheiro fácil e encher dados estatísticos. Daqui a pouco, transformado em mercadoria, o ensino estará nas mãos de transnacionais acadêmicas ou das instituições que tiverem cacife financeiro para agüentar um dumping educacional. 
Basta só uma mexidinha na legislação. 
Cuidado!!!

20 agosto 2010

Shantala


SHANTALA
 Há muitos séculos os povos indianos têm como prática, massagear suas crianças.
Desde cedo as mães aprendem as técnicas da chamada SHANTALA, movimentos coordenados, leves e localizados, executados com ambas as mãos no corpo da criança, que têm como objetivo  imediato a obtenção do equilíbrio energético corpóreo. Isto se traduziria em palavras ocidentais em trazer tranqüilidade à criança e porque não dizer também à mãe (pai).
O objetivo a médio e longo prazo é estabelecer uma interação cada vez maior entre a criança e o adulto.
O tempo destinado à SHANTALA é variado. Vai depender do grau de experiência da pessoa, o que se adquire em pouco tempo. Ademais, não se estabelece um limite pois ele por si só é relativo. O que vai nos orientar é a temperatura ambiente e a recepção da criança.
Arma-te de boa vontade e carinho e mãos à obra! Não só teu (tua) filho (a) vai agradecer como toda a família, pelo efeitos benéficos do exercício.
A SHANTALA é indicada contra as cólicas, insônia, ansiedades, gripe, resfriados e todas  manifestações de desequilíbrio psicofisiológico (corpo e mente).
Contra indicações: praticamente inexistem, entretanto deve-se ter muito cuidado na pós-cirurgia e logo após o nascimento, em função da cicatrização do umbigo.
COMO FAZER...
1) O ideal é executar a SHANTALA com a criança em contato com nossa pele, entretanto, para evitar acidentes com urina ou vômito pode ser usado um forro plástico sobre as pernas;
2) Pode ser utilizado qualquer óleo infantil neutro ou simplesmente a mão nua;
3) Aproveitar os momentos que antecedem o banho diário;
4) Lembra que tuas mãos devem estar limpas, unhas cortadas e livres de anéis e/ou braceletes;
5) É indispensável um ambiente calmo e acolhedor com luz moderada. Na Índia é comum as mães executarem a SHANTALA sob árvores, em contato direto com a natureza; e
6) Por fim, ama muito e toca teu (tua) filho (teu) muitas vezes durante o dia. E mesmo dormindo, conversa em tom suave sobre as coisas do dia-a-dia. Verás que bons resultados se obtém no convívio enquanto crescemos juntos.
SHANTALA - MOVIMENTOS
1- Na posição sentada e com a criança nua, em decúbito dorsal (barriga p/ cima) com os pezinhos para teu corpo. Cabecinha sobre teus joelhos.
2- Alternadamente, com leveza, massageia dos ombros (peito) à cintura em ambos os lados. (2 ou 3 vezes);
3- Criança em decúbito lateral (de ladinho):
        - bracinho levantado, massageie da axila à cintura e do ombro  à cintura.
               - pela frente, após o bracinho e nas pernas dos dois lados. Virar para o outro lado, delicadamente. Repetir.
4- Criança em decúbito ventral  (barriga para baixo), perpendicular à mãe:
           - segurando as nádegas, massagear do ombro às nádegas.
           - segurando as pernas para o alto (somente um pouco) a outra mão massageia dos ombros aos pés.
5- Criança em decúbito dorsal:
           - leve movimento circular no sentido horário na barriguinha;
           - com a ponta dos dedos (a carne) massagem bem leve na cabeça; e
           - da mesma forma no rostinho.
6- Finalizar com um gostoso abraço, demorando um pouco mais para se afastar da criança.

Este é um bom momento de firmarem o hábito de orarem juntos.

Bom proveito!

18 agosto 2010

Pelé em Porto Alegre.

Meu filho pergunta sobre Pelé. Escrevo para ele.
Ícone do futebol mundial, transformou-se, como ele mesmo se define, em duas pessoas: O Edson, brasileiro, santista, negro e aposentado e o Pelé, imortal exemplo de esportista de futebol, multicampeão e embaixador para Ecologia e Meio ambiente (ONU 1992), e da Boa Vontade (UNESCO 1993).
Cresci admirando e temendo suas jogadas contra o meu Grêmio. Amando e confiando em sua criatividade e liderança na seleção canarinho (será que ainda a chamam assim?).
Sua presença como Pelé, muito mais do que como Edson, ainda acende paixões.
Mesmo que a lembrança de seus feitos for inscrita somente nos arquivos, não há como descolar sua existência com a do futebol mundial.
Por muito tempo sua arte e sua postura frente a ela serão abençoadas e analisadas.
Diferente daqueles que ousaram macular essas verdades por orgulho ou despeito, como dizia o Lupícínio Rodrigues.
E a guria virou vilã...

Justiça de Santa Catarina impõe pena branda aos estupradores.
Eu faço uma correção. Não foi a Justiça catarinense. Foram algumas pessoas movidas por interesses que não ouso pensar.
A Lei é clara neste aspecto. Mas como ela pode ser "interpretada", quase sempre favorece os mais favorecidos. Trocadilho ou não o que se viu foi uma afronta ao clamor popular, aos direitos das mulheres e as conquistas por justiça mais equilibrada no Brasil.
Não eram crianças os envolvidos. O aspecto de existir ou não violência, a meu ver, o que está comprovado pelos laudos na guria, só agravaria a pena a ser imposta.
Mas parece que aconteceram interferências tão significativas que deu no que deu.
Eu, mesmo como homem, sinto-me ofendido e afrontado com o desenrolar desse caso.
Por isso me manifesto. 
Decisão da Libertadores

Porto Alegre, 18 de agosto de 2010.
Escrevo esta crônica horas antes do evento.
Ainda que considere uma certa vantagem para a equipe do Inter em função do retrospecto, do clima psicológico criado e da "capacidade instalada" do time, sinto que algumas considerações paralelas ao aspecto esportivo podem ser feitas.
Como os analistas esportivos profissionais dizem, "futebol é uma caixinha de surpresas". Pessoalmente espero por isso. Uma leve inveja me toca. Imaginem por que.
A postura das duas equipes e os universos que circularam por elas nesses últimos dias me fazem ficar feliz. Pessoas preocupadas em manter um espetáculo de organização e entretenimento. De trocas mútuas de camaradagem e cortesia, que há tempos não se via no futebol.
De quebra, independentemente do resultado, projeta antes do final da partida, muito mais a equipe do Inter que a do Chivas, a um patamar consolidado de estrela internacional. Com o perdão do trocadilho.
A cidade de Porto Alegre deve mostrar que possui o perfil adequado para eventos desta magnitude. Segurança, acessibilidade e logística devem ser amplamente analisados com vistas a Copa Mundial de 2014.
Como sou otimista por princípio, acredito que o exemplo que já se instala é de que organização e foco no objetivo/resultado, são garantias de sucesso em qualquer empreitada.
Mesmo que o resultado final da partida desta quarta-feira não seja favorável ao time vermelho, ainda que como gremista eu tartamudeie no desejo, há um ganho imenso e inquestionável. Não só por estar garantido na disputa do mundial interclubes mas por, definitivamente, tornar-se o que o nome da equipe define há 101 anos.  Internacional.

06 agosto 2010

Pergunto as minhas lembranças...

Por quê um amigo?....

E olho para o tempo, com seu ar de eternidade

E ele me dá a resposta com a cor dos dias que nascem:

- Para que tenhas sempre a quem dizer palavras.

Sempre a quem lançar um olhar, furtivo às vezes.

Um sorriso de reencontro, não interessa quanto tempo foi a distância.

Um beijo cheiroso, não interessa de onde estamos vindo.

Um afago de mãos, não interessa que outras mãos foram seguras.

Uma troca de suspiros, interessando sempre que sejam por amor.

Pois a amizade é nascida dele...

E esse...

Ah! O Amor...Esse não ocupa espaço...

Um abraço, e toda a saudade se transforma em carinho.

O calor que se troca! E essa vontade imensa de trazer tudo ao presente,

Num ímpeto juvenil de doar-se...

E sentir-se amado...

Tanto tempo! Onde estavas que meu coração te buscava nos arquivo do universo?

E agora estás aqui. E como é bom sentir teu espírito bem juntinho.

Minha porção humana te quer perto, mesmo sabendo que podemos ser sempre em qualquer tempo e lugar.

E estás agora aqui. Não sei daqui a pouco, mas lá...

Lá será muito além de onde quero estar.

Quero é estar aqui, junto à tua delicada presença.

Compartilhando essa energia universal que nasce não sei de onde,

Mas que a tudo transforma.

Como transformou a mim num garimpeiro de palavras.

E como tal, recolhe tudo.

Teu sorriso é meu rio. E cada tecla que toco, minha batéia.

E meu ouro, a luz que irradias em meu peito.

Sorri... para que eu possa garimpar sempre...
Sonho e realidade.


Por momentos imagens desfilam a minha frente.
De início, desconexas...organizam-se...superpõem-se.
Não tenho idéia do tempo que isso leva...sinto que são emanações do tempo...
Talvez seja um sonho...talvez...próximo demais da realidade para o sê-lo...
Mas também...o que é a realidade? Ou o sonho? Partes da mesma dimensão?
Onde se encontra a linha divisória entre uma e outro? Será que existe?
E se existe, será igual para todas as pessoas? Desconfio que não.
Uma criança intercala a dimensão onírica com a realidade. A fantasia com o real. O faz-de-conta se torna instrumento de sua aprendizagem do mundo (feito essencialmente pelos e para os adultos) que se descortina à sua volta. E é navegando por essa dimensão que ela vai construindo as relações, em todas as instâncias.
Ora, se quando pequenos fazemos esse exercício, porque negamos que o fazemos quando adultos?
Claro, a realidade que o mundo se nos impõe limita-se àquilo que pode ser medido. Tocado. Comparado com o já conhecido. Enfim, segundo um critério cientificista. Cartesiano.
Então..., sonho ou realidade?
Realidade. Mesmo que ainda não completamente desenvolvida...
Ouço sons seqüenciais. Como batidas de...é conhecido...já ouvi em...
Não lembro...mas é conhecido...hum...hum...sim!
Parece...sim...cloc..cloc..cloc..cloc e repete...cloc..cloc..cloc..cloc...
É o trote de um cavalo...no paralelepípedo! Mas aqui?
Mas onde estou? Ah sim, estou, digamos, sonhando...tudo tão real...tão familiar...
Os lençóis de algodão quase cru. O colchão, parte de um vegetal que chamávamos de "crina". Do outro lado, forrado de lã...
Cobertor "La Aurora" xadrez...hummmm...lembranças...?
Viro-me na cama, parte inferior de um beliche que tinha sido separado. Apuro o ouvido e confirmo:
É a carroça do padeiro....nossa...como é que pode?
Mas faz tanto tempo..!
Uma estrutura de metal, tipo baú...reluzia...a lua alta no céu. É noite de primavera...
Madrugada, a carroça geme. Como se reclamasse estar tão cedo no trabalho. ou para acordar a cidade com seu protesto. Não sei, não.
Acho que é sua forma de cantar...muita gente canta ao trabalhar. Alegra o coração. Dá ritmo ao mister...
É...é uma canção...pelo menos meu coração sente que é isso.
O guinchar dos ferros com a madeira traz um cabedal de recordações. Que não se limitam ao universo momentâneo do padeiro e sua faina...
Na memória um nome: "seu" Osmar. O leiteiro...vinha de longe. Foi referência de minha infância...veja só... movimento-me entre a realidade do sonho e a realidade desse momento de escrita.
Esse movimento é muito interessante. Num só tempo, meu ser menino se encontra com o eu adulto. E confabulam. Trocam experiências profundamente interligadas mas forçadamente distanciadas pelo pensamento científico...
O menino vê as imagens. Ouve os sons, os ruídos...emociona-se e transmite ao adulto esses sentimentos...e sinto agora de novo, ao escrever tudo isso.
 Momentos meus

Minhas palavras não segue ordem temporal. São momentos soltos...
Morei algum tempo na Amazônia e vivenciei o quanto importante são os laços de relações que ficam na nossa terra natal. Por outro lado aprendemos a conviver com o diferente, com o não igual, com o que não estamos acostumados, descobrindo que Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, nos desafia a sermos cada vez mais e melhores. Como seres humanos. Como filhos e filhas d'Ele. E Por aí foi meu aprendizado com o povo da selva.
Tanto que me permitiu conhecer minha amada durante o curso superior e reconhecer nela a possibilidade de ser realmente feliz continuando a pensar e fazer trabalhos semelhantes aos que pude participar lá em Humaitá. Tive a sorte de encontrar outros colegas com os quais havia trabalhado em tempos anteriores. Fui acolhido. Mantivemos um ambiente de fraterna amizade e um trabalho muito profícuo nesse serviço e, especialmente no que diz respeito a mim, tempo para ler muito, escrever e ainda poder participar dos movimentos sociais da região. E isso foi o que me "desvirtuou". Não pude deixar de fazer uma profunda avaliação de toda minha vida, pensamentos, "ideologias" manietadas, práticas e aceitações.
Descobri que era possível ser mais feliz ainda, na medida que pudesse dividir o que sabia com outras pessoas. Então veio a Pedagogia, as discussões mais diversas, a Véra, o amor, o casamento, o engajamento nos movimentos sociais. Depois, com a opção pelo Pedro, rediscutimos nossas rotinas, o que proporcionou que pudéssemos pensar nesse bebê de agora, o Davi.
Construímos uma casa em lugar afastado do centro de Porto Alegre com a finalidade de ser um lugar para ser feliz com os filhos e com a presença dos amigos. Como quase todos moram em apartamentos, teriam a possibilidade de andar de pés descalços pela areia dos caminhos, as crianças brincarem tranqüilas, longe do movimento frenético dos carros, da ansiedade da insegurança, aprendendo a conviver em paz com os animais, cada um com seu espaço, etc, etc, etc. Em suma, justamente por estarmos felizes que foi possível pedir a Deus a presença de Pedro e de Davi. E não eles antes.
Algum tempo atrás também planejava ir para a Espanha ou França. Estudei os idiomas mas a vida me pediu outras tarefas.
Como a Véra é professora (Orientadora Educacional, como eu) recebemos o convite de uma Congregação Religiosa para morar algum tempo em Angola para ajudarmos na reconstrução de um projeto educacional nacional de magistério. Ainda não tínhamos o Pedro. Todo um país por reconstruir. Guerra civil. Perda da identidade cultural do povo. Falência dos serviços essenciais. Resgate de valores...enfim, quase tudo por refazer, após 25 anos de confrontos absurdos, fomentados e financiados pelo capital norte-americano e sul-africano pelo interesse no petróleo e jazidas de diamante. (quase que nem no Brasil, a 500 anos)
Mas a própria guerra preencheu os governantes de desconfianças. Quase ao embarcar, fomos impedidos de entrar no país, pelo retorno da guerra aberta e pela nossa condição de leigos (não religiosos) e casados. Foi frustrante. Mais de dois anos de preparação, estudos, reflexões, orações, sistematizações...Mas se todos os planejamento humanos se concretizassem, nenhum dos dois bilhões de seres humanos estaria passando fome hoje, sem acesso à água potável, quanto mais direito à própria vida.
Isso ainda nos move, a termos nosso coração muito aberto e fraterno.
Descobrimos um ao outro sonhando com isso.
As Lutas Que Não Quero

Lendo artigo em uma revista de filantropia sobre trabalho voluntário tive vontade de compartilhar algumas impressões. Lá, família de adolescente convivia com a luta contra um câncer.
Pensei em minhas próprias lutas que, já assumidas, parecem agora não apresentar maiores dificuldades.
Diz o ditado que "Deus dá o frio conforme o cobertor", entretanto, lendo aquela matéria pergunto-me se teria coragem e disposição para esses desafios.
Nunca fui de fugir de responsabilidades. Minha formação familiar e profissional contribuíram para isso, mas sou sensível e optante do prazer.
Muito mais agora que a presença junto a minha família pode e se estabelece constante.
Os medos que murmuravam em meu imaginário vem da violência, da Influenza, do desencanto que insistem em cimentar com a lida com a coisa pública.
Mas esses são embates em que não estou só. São públicos. Difusos. Compartilhados.
Quando o desafio se manifesta na imposição de especiais cuidados por um de meus amados, fico a pensar: Será que teria fibra suficiente para encarar o tranco? Teria eu perseverança para acompanhar a tão falada via sacra na busca por tratamento?
Por outro lado é possível que o cobertor se faça do tamanho do frio que se avizinhe.
E é aí que mora a esperança.
De que o Divino Provedor proveja.
Palavras...

E me ponho a sentir as palavras. Penetram-me..
Percorrem meu corpo transformando o tépido sangue
em caudal fervente onde as paixões se manifestam despudoradas.
Não subsistem tabus. Não se gestam temores.
O ferver é próprio do sentimento que me assola.
Que me abate mas que me liberta das amarras temporais.
Desafia a continuar sentindo...ainda temeroso de não saber o fim.
...É tão gostoso que me deixo levar.
Não preciso explicar.
Nem prestar contas. A não ser para minha própria existência.
Porque o sentir é assim. Eminentemente meu.
Pessoal.
Por momentos minhas palavras adquirem perfil do feminino que habita em todos nós.
É o lado delicado, terno. Convivendo com o "furor" das paixões.
E elas são muitas....
Por vezes sem rédeas....mas quase sempre precisando da minha vida.
Então...
Voltam cansadas à casa minha....
Vítimas e algozes.

Lembranças são nossas garantias de identificação com fatos.
Construímos nossa identidade, em grande parte, com lembranças. Conscientes e inconscientes.
Afinal, não somos seres de uma só dimensão.
Assim, multifacetados, temos um universo de possibilidades para ser, para fazer, para estar e para sentir.
Humanos, trazemos intrinsecamente o erro e a virtude. A santidade e a possibilidade do fracasso.
O escopo desejado é o equilíbrio dessas possibilidades. Mas com a sutil predominância para o bem, o certo, o divino.
Se assim não fosse, a humanidade não vingaria.
A fé cristã gesta o amor. É indissociável dele. O Mestre anunciava-se como sedo o próprio Amor.
Amor de entrega. De compreensão. De perdão e acolhimento. Foi assim com a prostituta, com o coletor de impostos, com o centurião e tantos outros. Acolhidos em sua infinita identidade com o Criador e na profunda possibilidade de reconciliação. Reconciliação esta que deve nascer sempre de um dos lados. Normalmente daquele que dispõe de mais Amor.
Pois bem. Projetemos essas palavras para nosso tempo.
Quantas vezes temos promovido essa dimensão (reconciliação) divino-humana em nossas relações?
Como país, em nossa prática política recente, tivemos decisões que foram muito polêmicas.
É o caso da Lei de Anistia. Como dizia o então presidente Figueiredo, "ampla, geral e irrestrita".
AMPLA por abarcar todos os atos durante um período de tempo considerado.
GERAL por premiar a TODOS envolvidos nesse tempo e com aqueles atos.
IRRESTRITA por não impor condições aos envolvidos.
Foi, a meu ver, ainda que se tenha tido profundas controvérsias, o ponto de equilíbrio humano adotado para aqueles fatos.
O Estado Brasileiro deu a seus cidadãos (que somos nós mesmos, organizados) a oportunidade de reorganizar a sociedade lacerada por anos de disputas, nem um pouco fraternas.
Recolocar nessa questão a possibilidade de qualquer julgamento pretérito é, a um tempo, burlar a Lei, fracionar o equilíbrio e alimentar a luta fratricida.
Assim, remexer instrumentalmente nas memórias para delas apontar culpados de um lado pode dar margem a que se busque também culpados do outro lado.
Como disse antes, luta fratricida, de mentes que não souberam efetivamente exercer a capacidade de reconciliação, apesar de, em grande número, terem sido indenizadas pelo Estado Brasileiro.
Para algumas pessoas, com valores considerados um absurdo para a maioria do povo brasileiro.
Portanto, a idéia que gostaria de debater tem mais a ver com reconciliuação de com perseguição.
Afinal, a vida e suas vicissitudes fazem com que aprendamos.
Seguramente a memória daqueles que usaram de violência contra outros brasileiros não vai deixá-los esquecer.
Nossa missão é construir um alicerce moral para que possamos legar um país melhor para nossos filhos.
Não sigo o mau exemplo de carrascos. Ou de terroristas. Nem a fala mansa de políticos de profissão.
Creio que temos um sistema de governo que exige alguns papéis. Deles não podemos prescindir.
Então, tenho que indicar para esse sistema aqueles e aquelas que, segundo meu discernimento, possuem mais condições de fazer acontecer o meu sonho de cidadania.
Palavras...

E me ponho a sentir as palavras. Penetram-me..
Percorrem meu corpo transformando o tépido sangue
em caudal fervente onde as paixões se manifestam despudoradas.
Não subsistem tabus. Não se gestam temores.
O ferver é próprio do sentimento que me assola.
Que me abate mas que me liberta das amarras temporais.
Desafia a continuar sentindo...ainda temeroso de não saber o fim.
...É tão gostoso que me deixo levar.
Não preciso explicar.
Nem prestar contas. A não ser para minha própria existência.
Porque o sentir é assim. Eminentemente meu.
Pessoal.
Por momentos minhas palavras adquirem perfil do feminino que habita em todos nós.
É o lado delicado, terno. Convivendo com o "furor" das paixões.
E elas são muitas....
Por vezes sem rédeas....mas quase sempre precisando da minha vida.
Então...
Voltam cansadas à casa minha....