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10 junho 2011

Sacolas e supermercados


Sacolas e supermercados

Certo tempo atrás postei uma opinião sobre o uso (ou o desuso) de sacolas plásticas para embalar as compras de mercados. (ver em http://zeforni.blogspot.com/search?q=sacolas+pl%C3%A1sticas)
Agora, o Sinplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico no RS) manifesta-se exatamente na mesma direção ou seja, considera uma hipocrisia mercadológica com o viés de pseudo-preservacionista, (ver em http://www.sinplast.org.br/mostra_noticia.aspx?id=2244)  a desinformação promovida por setores do mercado supermercadista com a anuência de alguns seguidores pouco informados ou obtusos a uma discussão mais profunda e ampla sobre o assunto.
Retomo, então a temática.
Vamos ser práticos no desenvolvimento da idéia:
Compras no mercado não usarão sacolas plásticas. Algum material irá substitui as sacolas. Papelão? Sacolas retornáveis? Quantas terei que levar para trazer minhas compras? Oito? Dez?
Ou como já é de prática em alguns lugares, paga-se pelas sacolinhas.
Ora! Não é que é essa a questão?! É o custo das mesmas que importa. Não a natureza. Não o descarte responsável! Por isso falo em hipocrisia mercadológica.
Durante anos estabeleceu-se o hábito de acondicionamento do lixo doméstico em sacolas plásticas por diversas razões. Mas as que mais chamam a atenção são as que dão organização e limpeza ao descarte doméstico e promovem a segurança dos catadores, sejam do serviço público ou particulares.
Portanto mesmo que não as traga do mercado continuarei usando sacolas plásticas para o lixo.
Compradas.
O que eu propunha anteriormente era que me dessem uma alternativa para o descarte sem as sacolas plásticas.
Os que promovem o desuso de sacolas plásticas não discutem  seu uso consciente e descarte responsável. Não os interessa. Lucro é o que lhes interessa.
Meu horizonte é o uso responsável e o descarte adequado. Isso requer conhecimento, boa vontade e persistência para estabelecer o hábito.
Muita gente está preocupada com o futuro do planeta e promove ações maravilhosas nesse sentido. Basta cada um ter um pouquinho de cuidado que podemos fazer a diferença, não é mesmo?
Minha contribuição principal é com o descarte do lixo orgânico. Para que não acabe nos lixões nas periferias de nossas cidades. Quer dar uma olhadinha?

31 outubro 2019

Consumo de sacolas plásticas. Reduzir?


Ou, "O planeta vai ser o que fizermos hoje, etc...Use sacolas retornáveis!!!" (Vejam só!!)

A campanha deflagrada pelos supermercados (Leia-se Wall Mart e Instituto Akatu-www.akatu.com.br) pela redução do consumo de sacolas plásticas me fez pensar...

Ora. É useiro e vezeiro, o aproveitamento dessas sacolas para acondicionamento do lixo doméstico.

Uma vez reduzido seu consumo, provavelmente até sua extinção, a segunda necessidade tem que ser atendida com um outro material, já utilizado: sacos plásticos coloridos, mais densos, ou seja, mais poluentes e, pagos. Uma estratégia muito providencial dos supermercados que ludibriam a boa fé dos consumidores fazendo-os acreditar estarem contribuindo para a "salvação do planeta", como diz a campanha, mas que traz uma jogada de economia em larga escala. De quebra, um aumento considerável na venda das tais sacolas para lixo.

Fiz questão de comentar o assunto, dentro de uma dessas lojas, com um casal de pessoas idosas, com os corações plenos de boas intenções, levando para casa umas três sacolas "retornáveis".

Confesso que não conferi se tinham sido compradas. Mas não é o caso. Mas se fosse o caso, estaria duplicado o caráter nefasto da campanha.

Não existem propostas para a sociedade para uma educação de acondicionamento do lixo doméstico. Ou seja, vamos continuar necessitando acondicionar em sacolas ou não? Claro que sim.
E hoje com o advento das sacolas feitas de outros tipos de plásticos como de amido, plástico PLA (conhecidos como plásticos compostáveis) e plástico verde, embora mais caros são alternativas válidas a serem consideradas.


Mas é claro que os empresários devem estar achando uma verdadeira maravilha a economia que isso projeta. Não tenho números. Nem serão divulgados, claro.

Finalmente, como cidadão consciente, já de há muito em minha residência a produção de lixo orgânico é processada em composteira e o descarte sólido devidamente separado para o recolhimento do serviço público.

Salvo em raros casos de condomínios que aceitam o descarte direto do lixo domiciliar nas lixeiras comunitárias, a "ecologicamente correta" campanha vai mesmo é aumentar a receita dos "pobres e bem intencionados" empresários.

14 outubro 2008

SACOLAS PLÁSTICAS

Ou, "O planeta vai ser o que fizermos hoje, etc...Use sacolas retornáveis!!!" (Vejam só!!)

A campanha deflagrada pelos supermercados (Leia-se Wall Mart e Instituto Akatu-www.akatu.com.br) pela redução do consumo de sacolas plásticas me fez pensar...

Ora. É useiro e vezeiro, pelo menos aqui no RS, o aproveitamento dessas sacolas para acondicionamento do lixo doméstico.

Uma vez reduzido seu consumo, provavelmente até sua extinção, a segunda necessidade tem que ser atendida com um outro material, já utilizado: sacos plásticos coloridos, mais densos, ou seja, mais poluentes e, pagos. Uma estratégia muito providencial dos supermercados que ludibriam a boa fé dos consumidores fazendo-os acreditar estarem contribuindo para a "salvação do planeta", como diz a campanha, mas que traz uma jogada de economia em larga escala. De quebra, um aumento considerável na venda das tais sacolas para lixo.

Fiz questão de comentar o assunto, dentro de uma dessas lojas, com um casal de pessoas idosas, com os corações plenos de boas intenções, levando para casa umas três sacolas "retornáveis".

Confesso que não conferi se tinham sido compradas. Mas não é o caso. Mas se fosse o caso, estaria duplicado o caráter nefasto da campanha.

Não existem propostas para a sociedade para uma educação de acondicionamento do lixo doméstico. Ou seja, vamos continuar necessitando acondicionar em sacolas ou não? Claro que sim.

Mas é claro que os empresários devem estar achando uma verdadeira maravilha a economia que isso projeta. Não tenho números. Nem serão divulgados, claro.

Finalmente, como cidadão consciente, já de há muito em minha residência a produção de lixo orgânico é processada em composteira e o descarte sólido devidamente separado para o recolhimento do serviço público.
Salvo em raros casos de condomínios que aceitam o descarte direto do lixo domiciliar nas lixeiras comunitárias, a "ecologicamente correta" campanha vai mesmo é aumentar a receita dos "pobres e bem intencionados" empresários.